Bolsonaro diz que se eleito vai continuar a defender punição dura a assassinos

O candidato do PSL a presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (16) que, se eleito, vai continuar defendendo punição dura a assassinos.

Em publicação no Twitter, ele afirmou, ainda, que como parlamentar, propôs penas mais severas para crimes passionais independentemente da sexualidade.

Segundo o candidato, as mulheres são as maiores vítimas desses crimes, que também atingem homossexuais.

Bolsonaro não cumpriu agenda pública. Ele passou a manhã desta terça em casa, na barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, e continua conversando com eleitores por meio das redes sociais.

Em um outro post divulgado nas redes sociais, Bolsonaro disse que, se eleito, vai extraditar o ex-ativista Cesare Battisti.

Em 2010, no último dia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente assinou um parecer que manteve o italiano no Brasil.

No ano passado, a Itália pediu ao governo brasileiro que voltasse atrás na decisão. A Presidência já negou que esteja reavalindo a permanência de Battisti no Brasil.

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Após criticar o PT, Cid Gomes diz que ‘Haddad é melhor que Bolsonaro’

Um dia após fazer críticas ao PT, o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) disse no Facebook que o candidato do partido à Presidência, Fernando Haddad, “é infinitamente melhor que o Bolsonaro”.

“Comparei os dois nomes que estão no 2º turno. O Haddad é infinitamente melhor que o Bolsonaro. Eu não quero me vingar de ninguém. Para o Brasil o menos ruim é o Haddad. Por isso penso que seria melhor que ele ganhasse”, escreveu Cid, que é irmão do terceiro colocado na disputa presidencial, Ciro Gomes (PDT).

Em Fortaleza, na noite desta segunda-feira (15), Cid recebeu vaias ao dizer, durante um evento de apoio a Haddad, que o PT deveria fazer um “mea culpa” e que, se não fizer isso, será “bem feito perder a eleição” para Jair Bolsonaro (PSL). O senador eleito também afirmou que o partido “criou” Bolsonaro.

Ainda assim, ele fez elogios a Haddad durante o evento. “Eu conheço o Haddad, é uma boa pessoa, tenho zero problemas de votar no Haddad, é uma boa pessoa, mas fica algum companheiro do PT que me suceda aqui na fala, se quiser dar um exemplo para o país, tem que fazer um ‘mea culpa’, tem que pedir desculpas, tem que ter humildade de reconhecer que fizeram muita besteira”, declarou.

Segundo o colunista Gerson Camarotti, o vídeo com as críticas de Cid Gomes causou forte desconforto à campanha de Fernando Haddad. O candidato do PT à Presidência esperava um gesto de apoio de Cid e de Ciro Gomes (PDT), que viajou para o exterior.

No post publicado nesta terça-feira (16), Cid explicou por que falou em “mea culpa”. “Creio que a única forma de ajudar a evitar que essa ânsia popular de negação coloque o país numa aventura obscurantista seria uma profunda autocrítica da companheirada seguida de um encarecido e sincero pedido de desculpas. Na sequência uma palavra firme do Haddad de que governará suprapartidariamente. Será pedir demais? Muita ingenuidade? Penso assim pelo Brasil! Ajo assim pelos brasileiros!”

Haddad diz que prefere olhar ‘lado positivo’

Em entrevista à imprensa, em São Paulo, Haddad foi questionado nesta terça-feira (16) sobre a declaração do Cid.

“Essa coisa é meio acalorada, mas eu não vou ficar comentando isso até porque eu tenho uma amizade pessoal com o Cid, ele fez elogios à minha pessoa, prefiro sempre olhar pelo lado positivo”, afirmou o petista.

Indagado mais uma vez sobre sua opinião sobre as críticas feitas por Cid ao PT e aos militantes do partido, Haddad preferiu amenizar.

“Eu não comentar o vídeo porque eu não vi todo, no que me diz respeito a amizade com o Cid é a mesma e o apreço é o mesmo”, ressaltou.

Camilo nega crise

O governador reeleito no Ceará, Camilo Santana (PT), negou que o bate-boca de seu aliado Cid Gomes (PDT) com militantes petistas tenha provocado uma crise entre os dois partidos no Estado.

Ao ser questionado se foi um erro de estratatégia do PT não apoiar Ciro no primeiro turno, o governador se limitou a dizer que não vai discutir isso agora e que o foco é “trabalhar” no segundo turno em prol de Haddad. Para ele, a candidatura de Bolsonaro é um “desastre” para o Brasil.

“O que está em jogo aí não é PT, não é partido, não é A ou B, o que está em jogo é o Brasil e, na minha opinião, um desastre para o Brasil, o Bolsonaro. Primeiro, porque ele é antidemocrático, é reacionário, discrimina as pessoas. Respeito o direito de todo mundo votar livremente escolher os seus candidatos, mas é importante nesse momento a população fazer uma reflexão. Eu não quero que meus filhos tenham um presidente onde o símbolo dele é mostrar uma arma”, disse.

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TSE manda remover vídeos que associam gestão Haddad a “kit gay”

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ordenou a remoção de seis postagens no YouTube e no Facebook em que Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, critica o livro “Aparelho Sexual e Cia.” e diz que a obra foi distribuída a escolas públicas no período em que candidato do PT, Fernando Haddad, comandava o Ministério da Educação.

Nos vídeos, Bolsonaro afirma que o livro integra o programa Escola sem Homofobia e estimula as crianças a se interessarem por sexo precocemente, sendo “uma porta aberta para a pedofilia” e “uma coletânea de absurdos”. Por mais de uma vez, no entanto, o Ministério da Educação negou a aquisição dos exemplares e a implementação de tal programa.

“A difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político, o que recomenda a remoção dos conteúdos com tal teor”, destaca o ministro Carlos Horbach na decisão.

No pedido ao TSE, os advogados do PT chamaram os vídeos de “grave mentira” e afirmaram que o episódio ocorre desde 2016, com uma publicação no Facebook.

Em outra representação, porém, Horbach negou ao PT remoção de uma entrevista dada por Bolsonaro ao programa “Pânico” em que o candidato chama o material de “kit gay” e o associa ao candidato Fernando Haddad. O ministro entendeu que neste caso poderia ser configurada censura. “É possível concluir que os representantes buscam impedir que o candidato representado chame o material didático do projeto ‘Escola sem Homofobia’ de ‘kit gay’. Tal pretensão, caso acatada pelo Poder Judiciário, materializaria verdadeira censura”, escreveu Horbach.

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Ricardo Diniz quer homenagear pastores com sessão solene na Câmara Municipal

Por meio do requerimento 326/18, o vereador Ricardo Diniz (PRTB), pede
que seja agendada sessão solene com entrega de certificado de
reconhecimento, afim de homenagear os pastores evangélicos de São Luís,
em comemoração ao Dia Municipal do Pastor Evangélico, celebrado no dia
31 de agosto.

O parlamentar destaca em sua justificativa que a sessão solene na Câmara
Municipal de São Luís – ainda sem data prevista –  visa ressaltar a
atuação dos líderes da Igreja Evangélica que desempenham um importante
papel religioso e social.

“Os pastores são responsáveis pela execução de relevantes funções como
orientar, aconselhar, acolher, edificar, ensinar e, sobretudo, conduzir
e manter cada uma de suas ovelhas nos caminhos de Deus”, explicou o
vereador.(IR)

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Implantação de academias nas praças de São Luís é solicitada por vereador

A Câmara Municipal de São Luís aprovou um requerimento do vereador
Antônio Garcez (PTC) que vai melhorar a qualidade de vida de moradores
de dois bairros da capital, proporcionando lazer e atividade física.

No pedido, o parlamentar sugere que a Secretaria Municipal do Desporto e
Lazer (SEMDEL) faça estudos técnicos com objetivo de implantar uma
academia ao ar livre na Praça do Caratatiua, no bairro Caratatiua, e
outra na Praça Ivar Saldanha no João Paulo.

De acordo com Garcez esses equipamentos vão incentivar a população para
praticar esportes e cuidar da saúde. “Muitos moradores até querem fazer
uma academia e sair do sedentarismo, mas falta recurso para pagar as
mensalidades. A academia ao ar livre vai proporcionar essa opção para
população cuidar da saúde. Espero que a Prefeitura de São Luís realize
esse pedido”, frisou o vereador.

O requerimento do vereador Antônio Garcez foi aprovado por unanimidade
pelos parlamentares e foi encaminhado para Prefeitura de São Luís, que
deve realizar a implantação da academia

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Estevão Aragão pleiteia recuperação da iluminação pública de rua no Calhau

O vereador Estevão Aragão (PSDB) está pleiteando a realização do serviço
de recuperação da rede de iluminação pública em toda a extensão da Rua
Pedro Emanuel de Oliveira, no Bairro do Calhau.

O pedido, formalizado através do requerimento 365/18 apresentado na
Câmara de São Luís, foi endereçado ao prefeito Edivaldo Júnior e ao
secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Antônio Araújo.

O parlamentar tucano afirmou que o requerimento visa atender ao pedido
dos moradores daquela localidade. “Na aludida rua existem várias
lâmpadas queimadas, o que vem ocasionando transtornos aos habitantes, os
quais se encontram inseguros de transitarem pela via, considerando que a
escuridão contribui para o aumento da marginalidade no local”,
destacou.(IR)

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Honorato Fernandes saúda professores e destaca temas do atual momento nacional

Em pronunciamento, na manhã desta segunda-feira (15), no plenário da
Câmara Municipal de São Luís, o vereador Honorato Fernandes (PT)
felicitou os professores pelo transcorrer da sua data comemorativa, Dia
dos Professores,  falou sobre o resultado das eleições, agradeceu aos
votos recebidos como candidato a deputado estadual e fez uma analise
sobre o atual momento político no cenário nacional destacando a
importância do debate se dar no campo das propostas e não do ódio.
Ao saudar os professor pelo dia de hoje, o vereador destacou a
importância dos professores  na formação do caráter de todas as pessoas
e os cumprimentou na pessoa de sua esposa, Erika Fernandes, professora
da rede municipal de São Luís.
“Quero aqui externar todo o meu respeito aos  professores e professoras
que buscam no seu dia a dia condições para formar verdadeiros cidadãos,
não apenas ensinar a ler e escrever. Estes profissionais buscam,  na sua
função de professores e professoras, ajudar a criar a verdadeira
cidadania. A dar condições para que crianças e adolescentes possam
entender  qual é a razão de frequentar um banco de escola e qual é o seu
papel, desde criança, numa sociedade que ainda é extremamente desigual ,
extremamente injusta, e por que não dizer  covarde com a primeira
infância e com a juventude. Obrigado professores e professoras pelo seu
devotado e essencial trabalho”, destacou Honorato.
ELEIÇÕES E MOMENTO NACIONAL
Quanto às eleições de 07 de outubro, Honorato agradeceu o apoio e votos
recebidos.
“Quero agradecer aos quase 17 mil votos recebidos na eleição. Foi uma
experiência muito rica, andei pelo nosso grande Estado e tive a
oportunidade de ver de perto a situação da nossa gente. Muito tem sido
feito e precisamos fazer muito mais pelo nosso povo. Sou grato pelos
votos recebidos”, disse Honorato.
No tocante ao cenário nacional Honorato externou a sua preocupação
quanto a explosão de ódio no processo eleitoral do segundo turno.
“É preocupante e assustador ver a crescente onda de intolerância que
toma cada vez mais conta do nosso país. Mais de 50 casos de agressão e
um caso de assassinato, por motivação política, já foram registrados
desde o dia da eleição até hoje. São pessoas tomadas pelo ódio”,
destacou o vereador, afirmando ainda que as discussões pertinentes a
corrida eleitoral para a presidência devem se dar no campo das ideias,
repudiando os inúmeros casos de Fake News já denunciados.
“O debate precisa ser baseado na discussão de propostas e não na
divulgação desonestas de notícias mentirosas. Voto em Haddad pelas
propostas e respeito às políticas públicas inclusivas apresentadas por
ele, por ser um candidato que defende o seu ponto de vista com
argumentos e não com incitação ao ódio e fake news”, declarou o
parlamentar, que finalizou a fala, sugerindo aos demais vereadores da
Câmara a união para formação de um frente de combate às ações permeadas
de ódio e violência ora em curso.

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Marquinhos pede academia ao ar livre no Bairro Fumacê

O vereador Antônio Marcos Silva, o Marquinhos (DEM) apresentou
requerimento nº 308/18 pedindo à Mesa Diretora da Câmara Municipal de
São Luís (CMSL) que encaminhe oficio ao prefeito de São Luís, Edivaldo
Holanda Júnior (PDT), solicitando que determine a Secretaria Municipal
de Obras e Serviços Públicos (Semosp), a revitalização e implantação de
aparelhos de academia na Praça do Grêmio, no bairro Fumacê.

Em sua justificativa, o parlamentar destaca que o objetivo é oferecer
mais uma opção de lazer para a comunidade local. “Precisamos investir
mais na qualidade de vida da população. Quem pratica atividade física
regularmente está se prevenindo contra doenças ligadas ao sedentarismo”,
informou Marquinhos.

O líder do DEM na Casa afirmou ainda que essas academias são
importantes, pois tem por objetivo facilitar o acesso aos equipamentos
de ginástica com uso livre e gratuito, incentivando a prática de
atividade física por pessoas de todas as idades, com vistas à melhoria
da qualidade de vida da população.(IR)

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Votos em branco e nulos podem beneficiar Bolsonaro no 2º turno

Conquistar parte dos votos brancos e nulos é um dos desafios que o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) precisaria superar para vencer o líder no primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL).

Haddad tem 41% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira, 15 de outubro. Bolsonaro tem 59%. Como a diferença na intenção de votos é alta – 18 pontos –, Haddad precisaria não apenas atrair os votos que foram para outros candidatos no primeiro turno, mas convencer alguns dos que votaram em branco e nulo a se posicionarem, segundo o sociólogo Thiago de Aragão, da Arko Consultoria.

Isso porque, na prática, esses votos ajudam quem está na frente na disputa – como não são contabilizados entre os votos válidos, facilitam a obtenção de maioria. A mesma lógica vale para as abstenções.

Embora historicamente o número de brancos e nulos sempre seja menor no segundo turno, os especialistas afirmam que não necessariamente a tendência vai se repetir no segundo turno em 2018, porque o pleito deste ano é extremamente atípico.

“A comparação (com outros anos) é problemática”, explica o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor da UFMG. “Estamos diante de uma situação sui generis.”

Entre as características singulares do pleito deste ano está o fato de que as alianças partidárias e o tempo de TV tiveram muito menos importância do que em outros anos, por exemplo, com a internet e as redes sociais assumindo um papel muito maior.

Neste ano, os nulos e brancos somaram 8,79% do total de votos no primeiro turno – um número que está na média dos registrados nas eleições presidenciais desde o fim da ditadura. O menor índice foi de 6,4% em 1989 e o maior, de 10% em 2002 e em 2014.

Em 2014, votos brancos e nulos somaram 10% do total no primeiro turno e caíram para 6% no segundo. Em 2010, eles foram 7,1% no primeiro turno e 6,7% no segundo.

Já as abstenções (pessoas que simplesmente não vão votar) tradicionalmente aumentam: foram 19% dos eleitores registrados no primeiro turno de 2014 e 21% no segundo.

De acordo com a última pesquisa Ibope, a intenção de nulos e brancos para o segundo turno é ligeiramente superior à do primeiro, de 9%.

Na disputa pelos votos no segundo turno, os dois candidatos têm em comum altos índices de rejeição.

Na pesquisa Ibope desta segunda-feira, 35% dos eleitores disseram que não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro e 47% rejeitaram Haddad.

A um dia do primeiro turno, a situação era inversa: o capitão reformado tinha 43% de rejeição e o petista, 36%, conforme a pesquisa Ibope de 6 de outubro.

“Tem muita gente que está declarando voto em branco pela incerteza, pela rejeição ao que é visto como dois extremos”, afirma Reis. No entanto, diz ele, não é possível afirmar que a polarização vai desestimular o eleitor a votar.

Pelo contrário: o extremo desgosto com um dos candidatos pode incentivar pessoas que não escolheram no primeiro turno a se posicionar para neutralizá-lo.

Uma possibilidade é inclusive que a polarização faça com que, além dos brancos e nulos, o número de abstenções também caia.

Essa é a opinião do professor Lucio Rennó, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília.

“É difícil especular, mas quanto mais competitiva uma eleição, maior pode ser o comparecimento. Tenderia a dizer que a competitividade pode nos mostrar o outro lado da moeda (diminuir a abstenção)”, afirma Rennó.

Questão matemática

Outro ponto importante, na visão dos analistas, é que, na prática, uma das candidaturas sempre acaba se beneficiando dos votos nulos e brancos – isso porque, matematicamente, eles ajudam quem está na frente – tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Não é que o voto vá para alguém, mas, quando o eleitor vota nulo ou branco, esses votos não são contados entre os votos válidos. Isso faz com que, quanto maior o volume de brancos e nulos, mais fácil seja obter a maioria.

Isso porque, para eleger um presidente, é preciso mais de 50% dos votos válidos, não do total da votação.

Um exemplo: Se a eleição fosse em uma classe de dez alunos e todos votassem em um dos dois candidatos, para obter maioria e vencer seriam necessários 6 votos. Mas se 3 alunos votassem nulo ou branco, para obter maioria e vencer seriam necessários apenas 4 votos. Ou seja, fica mais fácil obter maioria e mais fácil vencer.

O mesmo vale se os 3 alunos faltarem à votação. Para o resultado final, os votos brancos, nulos e as abstenções (pessoas que faltam à votação) têm o mesmo efeito: ficam fora da contagem dos votos válidos.

Mas como isso tende a beneficiar o favorito nas pesquisas – que, no caso, é Jair Bolsonaro?

Considerando o total das intenções de voto, o ex-capitão está à frente, com 52% delas, enquanto Haddad tem 37%, de acordo com a última pesquisa Ibope, desta segunda-feira. Há, portanto, uma diferença de 15 pontos entre os dois candidatos.

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Eleições estaduais pesam na escolha dos partidos por neutralidade

Com a eleição para os governos estaduais indefinida em 14 unidades da Federação, as diferenças regionais foi um dos fatores que influenciou a maioria das siglas a decidir pela neutralidade quanto à disputa presidencial no segundo turno. Até o momento, pelo menos 13 legendas decidiram liberar os filiados para pedir votos tanto para o candidato Jair Bolsonaro (PSL) quanto para Fernando Haddad (PT).  A falta de clareza sobre o cenário político do país após o segundo turno tem feito com que as legendas decidam pela posição “cômoda” de liberar seus filiados, na opinião de cientistas políticos.

Professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o cientista político Joviniano Neto avalia que a diversidade pesou para a indefinição das agremiações partidárias entre um ou outro polo. “O Brasil é uma Federação e estado é uma realidade diferente. Existem estados onde a diferença local é mais nítida, como MDB e PSDB, e em outros onde a diferença é menos nítida e há uma unidade nacional maior, como PSOL”, avalia Joviniano.

A onda bolsonarista, que tem favorecido candidatos a governador, tem ajudado a definir as alianças de acordo com o contexto em cada estado. Esse é o motivo apontado por ele para a neutralidade anunciada por partidos como o PSDB, em que o candidato a presidente derrotado Geraldo Alckmin concordou em liberar os filiados mesmo após pedidos de integrantes da sigla para um posicionamento mais incisivo contra o PT, como o de de João Doria, que concorre ao governo paulista.

“Onde houve decisão já no primeiro turno para os governos locais, a questão para os vencedores é como fazer com que os candidatos e cabos eleitorais continuem fazendo campanha apenas para a Presidência. Nos outros casos, a dúvida é: como sintonizar o apoio nacional com o eleitorado”, diz.

É o caso de Santa Catarina, onde os dois candidatos Comandante Moisés (PSL) e Gelson Merisio (PSD) apoiam Bolsonaro. Em Rondônia, por exemplo, Expedito Júnior (PSDB) vai concorrer ao governo estadual contra um candidato do PSL, Coronel Marcos Rocha, mas mesmo assim declarou voto no candidato do PSL.

Para a cientista política Maria do Socorro Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), a neutralidade acaba facilitando o trânsito entre os candidatos à disputa local. “No caso do PSDB, como são seis candidatos, penso que o segundo turno terá muito peso, afinal de contas a bancada na Câmara do partido perdeu muitos deputados. Então, ele vai precisar garantir outros flancos de poder”, analisa.

Outro partido influenciado pelas eleições estaduais foi o PSB. A legenda se posicionou favorável à candidatura de Haddad, mas liberou as lideranças no Distrito Federal e em São Paulo – onde disputam o segundo turno- para se posicionarem neutras. Isso porque o apoio aos petistas poderia prejudicar Rodrigo Rollemberg e Márcio França, respectivamente.

O Novo adotou uma posição nacional de não apoiar nem um dos candidatos, porém os filiados têm se posicionado de forma diferente. A legenda, que lançou João Amoêdo à Presidência, preferiu ficar neutra, embora tenha postado uma mensagem dizendo que os “integrantes da sigla são ‘absolutamente contrários ao PT’”. Em Minas Gerais, o candidato Romeu Zema, declarou apoio ao candidato do PSL, na tentativa de se manter à frente na disputa contra Antonio Anastasia (PSDB).

Para Carlos Ranulfo, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a postura do Novo não é completamente neutra, mas faz sentido com os temores do partido. Segundo ele, devido às incertezas econômicas de Bolsonaro, a legenda evita se comprometer com o polo contrário ao PT. “O Novo é um partido ultraliberal, o mais liberal no sentido da economia que o Brasil tem. E o Bolsonaro é muito ambíguo em relação a isso. Tanto a trajetória dele como a de várias pessoas que o PSL elegeu. Então o partido tem razões para não querer embarcar nessa canoa”, avalia.

Já o PDT, do presidenciável Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar, declarou apoio “crítico” ao PT e, segundo o presidente Carlos Lupi “não tem ninguém liberado” para deliberar de modo diferente.

Fonte:EBC

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